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Carta de vendas

O anúncio leva direto a uma página longa que faz a venda inteira sozinha — sem captura de contato, sem aula, sem vendedor. O argumento pode estar em texto longo ou num vídeo longo — é a mesma carta, lida de outro jeito. Não há etapa intermediária: ou a página convence, ou o dinheiro do clique foi embora. Por isso cada bloco tem função, e a ordem importa.

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Anúncio pago
Termina em
Compra concluída
Captura antes
Nenhuma
Ticket
Médio
Prazo
Perpétuo
Meio
Texto ou vídeo
Criativo com ângulo Página longa Oferta Checkout Compra concluída
Passo a passo Montar o fluxo completo, do fechamento da oferta à decisão de escalar

Anatomia da página

Onze blocos, nesta ordem. Cada um responde uma pergunta que o leitor faz sem falar — pular um deixa a objeção viva e ela reaparece no botão de comprar.

  1. 01

    Manchete que nomeia a dor

    Abre no incômodo, não na promessa. Uma pergunta que o leitor responde “sim” por dentro — até quando você vai aceitar isso? — segura a rolagem melhor que qualquer garantia de resultado logo no topo.

  2. 02

    Quem está falando

    A história de quem vende, partindo exatamente do ponto onde o leitor está hoje. É o bloco que compra permissão para todo o resto da página. Sem ele, o texto vira propaganda; com ele, vira relato.

  3. 03

    A promessa

    O que a pessoa vai conseguir, dito no resultado e não no conteúdo. “Aprenda dez aulas” não é promessa; “seu conteúdo para de ser invisível” é.

  4. 04

    O método com nome próprio

    As fases batizadas — três costuma ser o número certo. Dar nome transforma “um monte de aula” em método, e método justifica preço. É a diferença entre vender acesso e vender caminho.

  5. 05

    O que está incluso

    Módulos e materiais listados com o problema que cada um resolve, não só com o título. A pessoa precisa conseguir montar sozinha o valor do pacote.

  6. 06

    Bônus empilhados

    Itens extras somados à oferta principal, cada um com valor declarado. Um deles fica sem revelar — o presente surpresa dá motivo para entrar mesmo a quem já decidiu que não precisa do resto.

  7. 07

    Prova

    Depoimento com número antes e depois, não elogio genérico. Print original vale mais que texto reescrito e bonito: o leitor está procurando alguém parecido com ele que deu certo.

  8. 08

    Preço com ancoragem

    Valor cheio primeiro, preço atual depois, parcelamento em seguida e, por último, a redução ao custo diário. A ordem é essa porque cada número faz o seguinte parecer menor.

  9. 09

    Garantia acima da obrigatória

    A lei brasileira já dá sete dias de arrependimento em compra online. Oferecer o mínimo não é benefício — é obrigação disfarçada. Duas ou quatro semanas transferem o risco para quem vende, e é isso que o leitor lê nas entrelinhas.

  10. 10

    Perguntas frequentes

    Não é suporte: é o campo onde cada objeção real morre. Quarenta perguntas não é exagero, é trabalho feito — cada uma nasceu de alguém que não comprou e disse o porquê.

  11. 11

    Último aviso

    Recapitula a escolha em poucas linhas e repete o botão. Fecha quem rolou a página inteira sem decidir, que costuma ser a maior fatia de quem chegou até ali.

A oferta

Cinco peças que trabalham juntas. Tirar uma não reduz a conversão um pouco — costuma derrubar a estrutura toda, porque cada uma neutraliza um motivo diferente para não comprar.

Peça 01AncoragemO valor cheio aparece antes do preço real. Sem referência, todo preço parece alto.
Peça 02ParcelamentoA parcela é o número que a pessoa compara com o próprio orçamento — não o total.
Peça 03Custo por diaDivide a parcela pelo mês e compara com algo banal. Muda a escala da decisão.
Peça 04Pilha de bônusSoma percebida maior que o preço pedido, com um item mantido em segredo.
Peça 05Garantia estendidaAcima dos sete dias da lei. Quem estende assume o risco no lugar do comprador.

Rastreamento

É a parte que quase todo mundo pula, e a que decide se dá para escalar. Cada nível do anúncio carrega o próprio identificador na URL, então o relatório de vendas responde qual criativo pagou — não apenas qual campanha.

utm_source   = FB
utm_campaign = [PRODUTO] [VENDA] [CBO] [BLOCO 14] | id-da-campanha
utm_medium   = [PÚBLICO 23-54] [ÂNGULO] [H2] | id-do-conjunto
utm_content  = [H3] [ÂNGULO] [VÍDEO] [@CRIADOR] | id-do-anúncio
utm_term     = Instagram_Stories

Por que assimO nome legível diz o que é sem abrir o gerenciador; o identificador ao lado permite cruzar com o custo real. Um sem o outro não fecha a conta: nome sozinho não junta com gasto, número sozinho ninguém lê.

Quando usar, e onde quebra

É o funil mais simples de montar e o mais fácil de perder dinheiro, porque não existe rede de proteção entre o clique pago e a decisão de compra.

Use quando

  • O produto se explica por texto e imagem, sem precisar de demonstração ao vivo.
  • O ticket aguenta o custo do clique frio — abaixo disso, a conta não fecha.
  • Existe prova real disponível: resultado de aluno, print, número antes e depois.
  • Há verba para testar vários criativos até achar o ângulo que qualifica.
  • A oferta é a mesma o ano inteiro, sem data de abertura e fechamento.

Quebra quando

  • O criativo traz curioso. Página longa não conserta público errado — só cansa mais rápido.
  • Falta prova. Quanto mais longa a página, mais ela precisa sustentar o que promete.
  • A garantia é a mínima da lei. Sete dias sinaliza medo de quem vende.
  • O checkout tem atrito: sem parcelamento, sem pix, com campo demais.
  • O rastreamento é só por campanha. Aí escala-se o anúncio errado com dinheiro real.

O que medir

Seis números, na ordem em que o problema aparece. Quando a venda cai, é sempre um deles — e olhar só o último faz perder tempo no lugar errado.

NúmeroO que ele revela
Taxa de cliqueSe o criativo fala com quem interessa. Clique alto com venda baixa significa ângulo que atrai curioso.
Custo por cliqueO preço de trazer uma pessoa. Sobe quando o público satura e o criativo envelhece.
Rolagem da páginaAté onde as pessoas leem. Diz qual bloco está derrubando a leitura.
Visita → checkoutSe a página convence. É o número que julga a copy, não o tráfego.
Checkout → pagoAtrito na hora de pagar: forma, parcela, campo a mais.
Custo por vendaConfrontado com o ticket, é a única conta que decide se escala ou se desliga.

NotaTambém vale acompanhar reembolso: taxa alta não é problema de tráfego, é a página tendo prometido mais do que o produto entrega.

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